São Paulo cada vez mais se torna a cidade perfeita para os apaixonados por gastronomia, nunca se encontra só UM italiano, só UM japonês, francês, mexicano e por aí vai..O lado ruim disso é que fica difícil escolher o preferido, uma hora ele aparece, mas a duração com certeza será limitada, afinal, estamos falando de uma cidade que inaugura restaurantes a cada semana.
Hoje falarei da minha magnífica experiência no ICI BISTRO, (atualmente) não sei por quanto tempo ainda, é meu francês favorito! Fui por recomendação de 2 amigos que entendem MUITO do assunto e são frequentadores do lugar há anos. A casa me encantou não só pela comida, mas pelo ambiente mega charmoso, bem estilo francês. Charme que garante o restaurante o posto entre os melhores de SP, mesmo não contando com nomes celebrados no ramo para chamar atenção logo de cara, e instalado num ponto sem grandes atrativos, o restaurante deu certo, e como deu! O legal do ICI é justamente isso, logo na entrada percebe-se que quem está lá é por que aprecia uma refeição de qualidade e não por que é um “point” para encontrar a cidade inteira.
Estávamos em 2 pessoas, era uma quarta-feira e não pegamos espera, a casa estava relativamente vazia. (com certeza a fila de espera nos finais de semana é grande, chegue cedo ou faça reserva). Fiquei encantada no momento em que pisei dentro do salão, a decoração estilo Francês Moderno me agradou bastante. Aberto desde 2002, a proposta inicial da casa era oferecer o melhor da cozinha francesa com toques contemporâneos. O restaurante foi pensado para ser um bistrô de bairro, aproveitando a grande movimentação da região do Higienópolis.
Logo que chegamos nos foi servido o couvert, composto por uma cesta de pães, manteiga e patê do dia (R$ 8,90). Infelizmente a fome não era grande o suficiente para pedirmos entrada, sem duvida teria optado de olhos fechados e sugiro que peçam, o Steak Tartare, prato disputadíssimo entre os melhores de SP.
Dispensando entradas e ficando apenas nos pãeszinhos, fomos para o prato principal, como sempre, fico indecisa e procuro conversar com o garçom antes da escolha, fiquei na duvida entre o Robalo acompanhado de massa (R$ 62) e o Atum em crosta de gergelim com molho cremoso de gengibre e purê de batata com raiz forte (R$ 68). Cegamente o garçom me recomendou o Atum, me garantiu ser um dos pratos mais pedidos. Meu acompanhante optou por Magret de pato acompanhado de purê de batatas trufado (R$ 74).
Estacionamento no local: Sim (Facil parar na rua)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$80,00 á R$150,00
Custo benefício: válido
Steak Tartare (Foto tirada do site Gastrolândia)
Atum em crosta de gergelim com molho cremoso de gengibre e purê de batata com raiz forte (R$ 68). (Foto tirada do site Gastrolândia)
Magret de pato acompanhado de purê de batatas trufado (R$ 74) (Foto tirada do site Gastrolândia)
Purê de batatas trufado - acompanhamento do Magret de Pato (Foto tirada do site Gastrolândia)
Pain Perdu (Foto tirada do site Gastrolândia)
Arrependeria-me amargamente se não tivesse pedido o atum, o melhor de todos que já comi até hoje, não é atoa que foi o vencedor na categoria “peixes” do Prêmio Paladar 2012. Obviamente que não resisti em provar o purê trufado que veio acompanhado do Magret de Pato e devo reconhecer que estava de outro mundo!!! Para os que não conhecem, o Prêmio Paladar escolhe os melhores pratos, que juntos, formam o menu degustação da cidade. Desde a primeira edição, em 2006, qualquer um pode ser jurado desde que passe pela disputadíssima seleção.
Para terminar, uma sobremesa recomendada pelos meus amigos frequentadores, a versão tradicional do Pain Perdu, nossa conhecida rabanada! Típico prato que ao me perguntarem o que achei será impossível explicar! Ali, o que vem a mesa é um pedaço imenso de brioche frito de modo perfeito, crocante por fora extremamente macio por dentro, polvilhado com açúcar e canela que se transformam numa espécie de pudim. Então é colocado no prato e escoltado por um levíssimo creme inglês e coroado originalmente pelo purê de pera que tira o doce-excessivo, nos perguntaram se queríamos trocar por sorvete de creme e aceitamos a sugestão. Uma sobremesa que pode ser dividida tranquilamente entre 2 pessoas, mas esteja pronto para uma bela briga para quem fica com o ultimo pedaço...
Endereço:
Rua Pará, 36 - Consolação
São Paulo
Tel: 3257-4064
Horário de Funcionamento:
De segunda a quinta
12h - 15h/19h - 00h
Sexta
12h - 15h/19h - 00h30
Sábado
12h30 - 16h/19h30 - 00h30
Domingo
12h30 - 17h
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
ICI BISTRÔ
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
MANI
Posso afirmar que o Maní com certeza foi o restaurante mais difícil que conheci, parecia que todas as vezes que eu pensava em ir, algo acontecia! Como mencionei nos outros posts é difícil jantar em dia de semana, pois tenho aula até tarde e para não falar todos, grande parte dos restaurantes de São Paulo não fazem reserva depois das 21h.
Existem claras indicações de que o Maní é um dos melhores restaurantes do mundo, então vocês já devem imaginar como fiquei ansiosa em conhecer. Já escutei muita gente dizendo que detesta cozinha moderna, odeia invenções gastronômicas e que jamais vai comer espumas e esferas.. E pouco tempo depois diz de boca cheia que o restaurante preferido de SP é o Maní, ou seja, ou a pessoa não sabe o que gosta, ou o restaurante é estupendamente bom. Fico com a segunda opção.
Criatividade, inovação e simplicidade são as palavras que encontrei para descrever a essência do Maní, eleito melhor restaurante contemporâneo da cidade. A casa que pertence á Fernanda Lima, Pedro Paulo Diniz e Giovana Baggio é comandados pelo casal de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo que conseguem dar não apenas um visual melhor daquilo que já é bom mas principalmente criar pratos novos que despertam sabores e texturas CURIOSISSÍMAS nos clientes, prova disso foi nas 2 vezes que tive a oportunidade de ir fiquei alguns minutos observando o resto das mesas e digo a vocês, foram mais de 2 onde vi clientes analisando os pratos, tirando fotos e tentando descobrir que ingredientes originaram os aromas. Fala sério, tem coisa mais gratificante para um chef do que isso? Clientes que ao invés de atacarem os pratos que nem uns mortos de fome analisam e tratam como se fossem uma delicada obra de arte.
A sofisticação dos pratos é dada pela simplicidade das formas e do ambiente da casa que tem uma área externa lembrando mais uma casa de praia do que um restaurante de culinária refinada. Em minha opinião esse é um dos pontos fortes da casa, comida de primeiríssima linha e o cliente se sentindo a vontade a todo tempo! Pelo jeito não é só eu que acho isso, o restaurante vive lotado, para se ter uma ideia, conversando com um dos garçons fui informada que filas de espera se formam quando as portas do restaurante ainda nem são abertas. Na segunda vez que fui liguei na 3ª feira para fazer reserva para sexta e para minha infeliz surpresa, a agenda já estava lotada. Portanto ou você espera ou faz que nem eu, chegue depois das 23h (mesmo esse horário esperamos uns 15 minutos).
Ainda pretendo voltar para ficar mais tempo, a cozinha fecha meia noite então tivemos que pedir tudo muito rápido e nas duas vezes fomos “expulsos” delicadamente, pois já eram 1h30 da manhã hahha.. O atendimento fica por conta dos garçons relativamente jovens especializados e treinados de forma descontraída, serviço muito eficiente e sempre visando as preferências e o bem estar dos clientes.
Bom, sem mais delongas segue as obras de arte do Maní !!
NÃO dispensem o couvert, estou mais do que convencida que ele mostra a cara do restaurante, e o do Maní é a prova viva dessa teoria, composto por uma cesta com lascas de polvilho (de outro mundo), alguns pães e pirulito de parmesão, tudo isso acompanhado de manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa e coalhada
Sempre tive curiosidade de provar o indescritível “Ovo Perfecto do Maní” e lá fui eu, um ovo poche cozido a 63º durante 2 horas e meia. Quanto perfeccionismo! Acompanha uma espuma de pupunha, agora entendo quando recebia um “indescritível” como resposta de como era o prato. Maravilhoso, só provando para saber! (R$ 26,00).
A segunda entrada ficou por conta do nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi. Sempre achei o prato brilhante antes mesmo de provar. Nhoque como entrada? Só podia ser sucesso e mostra mais uma vez uma mistura de ingredientes brasileiros (tucupi, um líquido extraído da mandioca) com estrangeiros (um caldo de peixe tipicamente japonês). O nhoque é feito sem farinha e extremamente delicado desmancha só de encostar o garfo.
A primeira vez que fui, o peixe do dia a baixa temperatura no tucupi foi a minha pedida. Com banana da terra e migalhas do Maní,(uma farofinha que da uma crocancia ao prato). Fiquei bem satisfeita com o que provei, os sabores se misturam de uma maneira inusitada. Já na segunda visita fui de Talharim de Pupunha, comentários? Para comer de joelhos! Outro prato principal pedido foi o Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43). Achei bem equilibrado e saboroso.
Finalmente a sobremesa. Pergunte para qualquer pessoa que tenha ido ao Maní sobre o “sorvete de ovo”. Prato que é praticamente lei pedir quando se come na casa. O ovo é uma sobremesa de sorvete de gemada, espuma de coco e pedacinhos crocantes também de coco. A apresentação causa estranheza, porque vem montado como se fosse um ovo, mas o sabor é de revirar os olhos. A espuma de coco parece nuvem derretendo na boca e o sorvete de gemada casa perfeitamente com a degustação. Quando você acha que está perfeito, que qualquer sabor a mais ou a menos estragaria, você se depara com os pedacinhos de coco queimado no fundo do prato que deixam a coisa ainda melhor!
Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$90,00 á R$150,00
Custo benefício: Válido
Couvert (R$13,00) Foto tirada de outro site
Entrada 1: Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi - Foto tirada de outro site
Entrada 2: Ovo Pefecto - Foto tirada de outro site
Peixe do dia a baixa temperatura no tucupi (R$ 60,00) - Foto tirada de outro site
Talharim de Pupunha (mais o menos R$ 43,00) - Foto tirada de outro site
Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43)- Foto tirada de outro site
Sorvete de "Ovo" - Foto tirada de outro site
Ufa, finalmente. Espero ter conseguido passar através do post pelo menos 1/3 da minha satisfação em ter conhecido o Maní. Vale MUITO a pena a experiencia, afinal temos que honrar um restaurante brasileiro eleito como um dos melhores do mundo!
Endereço:
Rua Joaquim Antunes, 210
Jardim Paulistano SP
Tel: 11 3085-4148
Existem claras indicações de que o Maní é um dos melhores restaurantes do mundo, então vocês já devem imaginar como fiquei ansiosa em conhecer. Já escutei muita gente dizendo que detesta cozinha moderna, odeia invenções gastronômicas e que jamais vai comer espumas e esferas.. E pouco tempo depois diz de boca cheia que o restaurante preferido de SP é o Maní, ou seja, ou a pessoa não sabe o que gosta, ou o restaurante é estupendamente bom. Fico com a segunda opção.
Criatividade, inovação e simplicidade são as palavras que encontrei para descrever a essência do Maní, eleito melhor restaurante contemporâneo da cidade. A casa que pertence á Fernanda Lima, Pedro Paulo Diniz e Giovana Baggio é comandados pelo casal de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo que conseguem dar não apenas um visual melhor daquilo que já é bom mas principalmente criar pratos novos que despertam sabores e texturas CURIOSISSÍMAS nos clientes, prova disso foi nas 2 vezes que tive a oportunidade de ir fiquei alguns minutos observando o resto das mesas e digo a vocês, foram mais de 2 onde vi clientes analisando os pratos, tirando fotos e tentando descobrir que ingredientes originaram os aromas. Fala sério, tem coisa mais gratificante para um chef do que isso? Clientes que ao invés de atacarem os pratos que nem uns mortos de fome analisam e tratam como se fossem uma delicada obra de arte.
A sofisticação dos pratos é dada pela simplicidade das formas e do ambiente da casa que tem uma área externa lembrando mais uma casa de praia do que um restaurante de culinária refinada. Em minha opinião esse é um dos pontos fortes da casa, comida de primeiríssima linha e o cliente se sentindo a vontade a todo tempo! Pelo jeito não é só eu que acho isso, o restaurante vive lotado, para se ter uma ideia, conversando com um dos garçons fui informada que filas de espera se formam quando as portas do restaurante ainda nem são abertas. Na segunda vez que fui liguei na 3ª feira para fazer reserva para sexta e para minha infeliz surpresa, a agenda já estava lotada. Portanto ou você espera ou faz que nem eu, chegue depois das 23h (mesmo esse horário esperamos uns 15 minutos).
Ainda pretendo voltar para ficar mais tempo, a cozinha fecha meia noite então tivemos que pedir tudo muito rápido e nas duas vezes fomos “expulsos” delicadamente, pois já eram 1h30 da manhã hahha.. O atendimento fica por conta dos garçons relativamente jovens especializados e treinados de forma descontraída, serviço muito eficiente e sempre visando as preferências e o bem estar dos clientes.
Bom, sem mais delongas segue as obras de arte do Maní !!
NÃO dispensem o couvert, estou mais do que convencida que ele mostra a cara do restaurante, e o do Maní é a prova viva dessa teoria, composto por uma cesta com lascas de polvilho (de outro mundo), alguns pães e pirulito de parmesão, tudo isso acompanhado de manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa e coalhada
Sempre tive curiosidade de provar o indescritível “Ovo Perfecto do Maní” e lá fui eu, um ovo poche cozido a 63º durante 2 horas e meia. Quanto perfeccionismo! Acompanha uma espuma de pupunha, agora entendo quando recebia um “indescritível” como resposta de como era o prato. Maravilhoso, só provando para saber! (R$ 26,00).
A segunda entrada ficou por conta do nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi. Sempre achei o prato brilhante antes mesmo de provar. Nhoque como entrada? Só podia ser sucesso e mostra mais uma vez uma mistura de ingredientes brasileiros (tucupi, um líquido extraído da mandioca) com estrangeiros (um caldo de peixe tipicamente japonês). O nhoque é feito sem farinha e extremamente delicado desmancha só de encostar o garfo.
A primeira vez que fui, o peixe do dia a baixa temperatura no tucupi foi a minha pedida. Com banana da terra e migalhas do Maní,(uma farofinha que da uma crocancia ao prato). Fiquei bem satisfeita com o que provei, os sabores se misturam de uma maneira inusitada. Já na segunda visita fui de Talharim de Pupunha, comentários? Para comer de joelhos! Outro prato principal pedido foi o Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43). Achei bem equilibrado e saboroso.
Finalmente a sobremesa. Pergunte para qualquer pessoa que tenha ido ao Maní sobre o “sorvete de ovo”. Prato que é praticamente lei pedir quando se come na casa. O ovo é uma sobremesa de sorvete de gemada, espuma de coco e pedacinhos crocantes também de coco. A apresentação causa estranheza, porque vem montado como se fosse um ovo, mas o sabor é de revirar os olhos. A espuma de coco parece nuvem derretendo na boca e o sorvete de gemada casa perfeitamente com a degustação. Quando você acha que está perfeito, que qualquer sabor a mais ou a menos estragaria, você se depara com os pedacinhos de coco queimado no fundo do prato que deixam a coisa ainda melhor!
Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$90,00 á R$150,00
Custo benefício: Válido
Couvert (R$13,00) Foto tirada de outro site
Entrada 1: Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi - Foto tirada de outro site
Entrada 2: Ovo Pefecto - Foto tirada de outro site
Peixe do dia a baixa temperatura no tucupi (R$ 60,00) - Foto tirada de outro site
Talharim de Pupunha (mais o menos R$ 43,00) - Foto tirada de outro site
Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43)- Foto tirada de outro site
Sorvete de "Ovo" - Foto tirada de outro site
Ufa, finalmente. Espero ter conseguido passar através do post pelo menos 1/3 da minha satisfação em ter conhecido o Maní. Vale MUITO a pena a experiencia, afinal temos que honrar um restaurante brasileiro eleito como um dos melhores do mundo!
Endereço:
Rua Joaquim Antunes, 210
Jardim Paulistano SP
Tel: 11 3085-4148
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