Mais uma semana, mas uma novidade daquelas de deixar qualquer um com fome só pelas imagens. É meu povo, preparem-se, pois o post a seguir pode provocar desejos fortíssimos.
Pizza é uma coisa que não me atrai, como vocês já devem ter percebido esse é o primeiro post relacionado. Gosto, não nego, mas existem outras coisas que me encantam mais na gastronomia. Com a criação desse blog, naturalmente meu paladar foi sendo direcionado a explorar novos sabores e para quem se deixa levar, assim como eu, uma mudança de hábito pode ser bem conveniente! Por isso, desde que comecei a publicar minhas experiências, estou aberta até as coisas que não tinha hábito de comer, como por exemplo, pizza!
A pizzaria Maremonti convidou um grupo de blogueiras gastronômicas para conhecer e degustar algumas especialidades da casa, e eu obviamente marquei presença. A casa filial da tradicional Maremonti da Riviera de São Lourenço, é fruto da sociedade do restaurateur Juscelino Pereira (Piselli, Tre Bicchieri, Zena), Ricardo Trevisani (Gaiana, Maremonti Riviera e Tre Bicchieri) e do chef do Tre Bicchieri, Rodrigo Queiroz, responsável também pela cozinha da pizzaria. Sucesso de público desde sua inauguração em 2011, a casa em apenas onze meses de funcionamento em SP fez os olhos dos jurados do prêmio “Comer & Beber” brilharem. Eleita pizzaria numero 1 da cidade, a novata Maremonti localizada nos Jardins deixou para trás muitas pizzarias tradicionais.
Não é apenas o sabor das pizzas que encantam os clientes da Maremonti, o ambiente também é de morrer! A casa, que tem dois andares, é completamente cercada por verde com jardins espalhados pelas paredes, com pé direito alto e um teto de vidro que ilumina o salão principal, onde os pizzaiolos trabalham à vista dos clientes. No terraço envidraçado de onde se tem vista para rua, há um toldo removível, o que torna o espaço perfeito nas noites de verão.
Ambiente perfeito, ingredientes de boa qualidade e atendimento impecável desde o momento em que pisamos na casa, a hostes muito atenciosa assim como os garçons e metres, que se mostravam atentos a todo instante. Vamos ao que realmente importa: “A” Pizza! Logo que chegamos fomos recebidos com uma Bruschetta de perfume de alho com tomate e queijo gratinado. Uma delícia, leve e muito saborosa!
Decidir qual sabor de pizza pedir é torturante, ainda mais quando se tem mais de 20 opções! Como já fui preparada para essa degustação, tinha em mente pedir as mais comentadas na internet por pessoas que já haviam ido. Estávamos em 2 pessoas, resolvemos pedir 2 pizzas individuais e dividir. Preparem-se para os sabores, por que com certeza no cardápio das pizzarias tradicionais da cidade não se encontram essas maravilhas.
1- Pizza Ochio de Bue: Queijo stracchino, ovo estrelado e perfume de trufas
2- Pizza Porcini: Molho de tomate, queijo stracchino e funghi porcini
Estacionamento no local: Sim (R$ 18,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$
Média por pessoa: R$60,00 á R$80,00
Custo benefício: Válido
Bruschetta
Pizza Ochio de Bue (Queijo stracchino, ovo estrelado e perfume de trufas)
Pizza Porcini (Molho de tomate, queijo stracchino e funghi porcini)
Tiramissú
Há muito tempo uma pizza não me cativava tanto quanto essas duas. Não tenho duvida que acertamos na escolha. A gema do ovo quando é estourada e harmonizada com a trufa compõe maravilhosamente bem o conjunto de sabores do prato – de ótima massa, não muito fina e com as bordas grossas. E o queijo stracchino da pizza Porcini casado com o funghi, formam uma composição perfeita! (queijo stracchino para os que não sabem é um queijo bem cremoso, muito similar a burrata). Posso dizer que por essas, eu trocaria muitos pratos sofisticados de que gosto.
A massa mesmo sendo grossa é leve, sobrando espaço para a sobremesa que ficou por conta do Tiramissú, considerado um dos melhores da cidade. Não sou muito fã da mistura de café com doces por isso não me acho no direito de julgar esse docinho, mas a textura e sabor do creme me pareceram corretos, só diria que podia estar um pouquinho mais gelado, nesse calor infernal que está fazendo seria perfeito.
Maremonti foi mais uma bela descoberta e entra para lista de indicados! Essa experiência com certeza vale a pena!
Endereço
Rua Padre João Manuel, 1160
Jardim Paulista – São Paulo
Horário de funcionamento
domingo a quinta, das 17h à 1h
sexta e sábado das 17h às 2h
Telefone
(11) 3085-1160
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
MR. LAM
Recebo tantas sugestões de restaurantes para ir que meus notes já estão atolados. Precisaria de no mínimo 1 ano para conseguir ir em todos que me indicam além daqueles que tenho vontade de conhecer por conta própria , por isso resolvi adotar o que chamo de “colaboradores gastronômicos “ para o blog. De tanto em tanto tempo irei convidar algum amigo para contar sobre uma experiência gastronômica marcante! Além da rotatividade dos post ser muito maior, meus queridos amigos (também considerados como críticos gastronômicos) poderão contribuir para o espaço e na próxima vez que eu ouvir “você TEM quer ir nesse lugar” além de anotar na listinha dos próximos a conhecer já vou encaminha-lo para ser o próximo a escrever!
Muito bem, a estreia desse novo espaço não podia ser melhor. Uma amiga muito querida que FEZ gastronomia, ou seja, a garota sabe o que fala, entende do assunto, então podem confiar que a dica é das boas!
Nome: Silvia Garcia
Idade: 24 anos
Curso: Formada em Gastronomia no SENAC, cursando Publicidade
A melhor experiência gastronômica é aquela que: “Consegue unir boa comida, bom ambiente e serviço e é claro a boa companhia!”.
Restaurante famoso e quase obrigatório pra quem quer uma experiência inusitada em sua visita ao Rio de Janeiro. Fui la a algum tempo, mas quando a Marina me pediu para contribuir com um post pro blog, não podia deixar de falar desse restaurante que supera as expectativas quando o assunto é uma viagem de sabores, texturas e apresentações inusitadas.
O restaurante Mr. Lam veio para o Brasil por intermédio do empresário Eike Batista, que apos instigar o chef Mr Lam, pela quantidade enorme de “chicken satay” que pediu os dois passaram a conversar sobre a possibilidade de abrir o estabelecimento no Rio de Janeiro, o que só aconteceu após a visita de Lam e “aprovação” da cidade. Essa é mais ou menos a história do restaurante no Brasil, mas agora vamos ao que interessa: a comida.
Chegando ao restaurante o lugar já chama atenção pela sua decoração moderna e com toque oriental e com uma inusitada mesa com um motor de barco no centro – uma das paixões de Eike Batista -, sentamos a mesa e logo já fomos pedindo indicação ao garçom sobre o que pedir para beber e comer, sempre muito prestativos nos deu todas as dicas e direcionamento para que saíssemos de lá super satisfeitos. Para beber o restaurante tem drinks incríveis, não deixem de pedir o “Tasting Lucy”, eu pedi o de maracujá e morango, que são duas esferas moleculares cada uma de um sabor, com um shot dentro, é quase impossível de explicar a sensação ao se tomar/comer (não sei bem como definir) esse drink, ele explode na boca!!
Para comer de entrada pedimos o famoso Chicken Satay, espetinhos de frango coberto por um molho secreto do chef, mas o meu preferido foi o Sqwab, um frango cortado bem fininho, quase desfiado, com um tempero delicioso em que você monta seu enroladinho com folhas de alface. Além dos tradicionais Spring Rolls (rolinhos primavera) de camarão e vegetais. Como prato principal pedimos o Crispy Duck, meio pato crocante servido com cebolinhas verdes e pepinos finamente fatiados, panquequinhas e molho, para que você mesmo monte e se delicie com as próprias mãos. Tudo é muito gostoso, com temperos na medida certa, apresentação impecável.
Resolvemos partir para as sobremesas e por indicação do garçom pedimos a mais famosa, o Uhn Ehggi, uma esfera de maracujá por cima de uma cama de cocada mole, o que mais parece um ovo frito, na verdade é o equilíbrio perfeito do azedo do maracujá com o doce da cocada. Simplesmente incrível! Pedimos também uma degustação de sorvete com 3 caldas diferentes, todos eram uma delicia (açaí, coco, vanila, doce de leite, framboesa, yogurt com frutas vermelhas e pistache).
Drink Tasting Lucy
Chicken Satay
Sqwab
Crispy Duck
Uhn Ehggi
Degustação de Sorvetes
Assim que voltar para o Rio, o Mr Lam se torna parada obrigatória, pela experiência, pelo ambiente, pelo programa! O preço não tão atrativo é 100% justificado por todo seu conjunto de comida, serviço e ambiente.
Esperam que tenham gostado da minha contribuição pro blog!
Beijos Silvia
Muito bem, a estreia desse novo espaço não podia ser melhor. Uma amiga muito querida que FEZ gastronomia, ou seja, a garota sabe o que fala, entende do assunto, então podem confiar que a dica é das boas!
Nome: Silvia Garcia
Idade: 24 anos
Curso: Formada em Gastronomia no SENAC, cursando Publicidade
A melhor experiência gastronômica é aquela que: “Consegue unir boa comida, bom ambiente e serviço e é claro a boa companhia!”.
Restaurante famoso e quase obrigatório pra quem quer uma experiência inusitada em sua visita ao Rio de Janeiro. Fui la a algum tempo, mas quando a Marina me pediu para contribuir com um post pro blog, não podia deixar de falar desse restaurante que supera as expectativas quando o assunto é uma viagem de sabores, texturas e apresentações inusitadas.
O restaurante Mr. Lam veio para o Brasil por intermédio do empresário Eike Batista, que apos instigar o chef Mr Lam, pela quantidade enorme de “chicken satay” que pediu os dois passaram a conversar sobre a possibilidade de abrir o estabelecimento no Rio de Janeiro, o que só aconteceu após a visita de Lam e “aprovação” da cidade. Essa é mais ou menos a história do restaurante no Brasil, mas agora vamos ao que interessa: a comida.
Chegando ao restaurante o lugar já chama atenção pela sua decoração moderna e com toque oriental e com uma inusitada mesa com um motor de barco no centro – uma das paixões de Eike Batista -, sentamos a mesa e logo já fomos pedindo indicação ao garçom sobre o que pedir para beber e comer, sempre muito prestativos nos deu todas as dicas e direcionamento para que saíssemos de lá super satisfeitos. Para beber o restaurante tem drinks incríveis, não deixem de pedir o “Tasting Lucy”, eu pedi o de maracujá e morango, que são duas esferas moleculares cada uma de um sabor, com um shot dentro, é quase impossível de explicar a sensação ao se tomar/comer (não sei bem como definir) esse drink, ele explode na boca!!
Para comer de entrada pedimos o famoso Chicken Satay, espetinhos de frango coberto por um molho secreto do chef, mas o meu preferido foi o Sqwab, um frango cortado bem fininho, quase desfiado, com um tempero delicioso em que você monta seu enroladinho com folhas de alface. Além dos tradicionais Spring Rolls (rolinhos primavera) de camarão e vegetais. Como prato principal pedimos o Crispy Duck, meio pato crocante servido com cebolinhas verdes e pepinos finamente fatiados, panquequinhas e molho, para que você mesmo monte e se delicie com as próprias mãos. Tudo é muito gostoso, com temperos na medida certa, apresentação impecável.
Resolvemos partir para as sobremesas e por indicação do garçom pedimos a mais famosa, o Uhn Ehggi, uma esfera de maracujá por cima de uma cama de cocada mole, o que mais parece um ovo frito, na verdade é o equilíbrio perfeito do azedo do maracujá com o doce da cocada. Simplesmente incrível! Pedimos também uma degustação de sorvete com 3 caldas diferentes, todos eram uma delicia (açaí, coco, vanila, doce de leite, framboesa, yogurt com frutas vermelhas e pistache).
Drink Tasting Lucy
Chicken Satay
Sqwab
Crispy Duck
Uhn Ehggi
Degustação de Sorvetes
Assim que voltar para o Rio, o Mr Lam se torna parada obrigatória, pela experiência, pelo ambiente, pelo programa! O preço não tão atrativo é 100% justificado por todo seu conjunto de comida, serviço e ambiente.
Esperam que tenham gostado da minha contribuição pro blog!
Beijos Silvia
terça-feira, 16 de outubro de 2012
MANI
Posso afirmar que o Maní com certeza foi o restaurante mais difícil que conheci, parecia que todas as vezes que eu pensava em ir, algo acontecia! Como mencionei nos outros posts é difícil jantar em dia de semana, pois tenho aula até tarde e para não falar todos, grande parte dos restaurantes de São Paulo não fazem reserva depois das 21h.
Existem claras indicações de que o Maní é um dos melhores restaurantes do mundo, então vocês já devem imaginar como fiquei ansiosa em conhecer. Já escutei muita gente dizendo que detesta cozinha moderna, odeia invenções gastronômicas e que jamais vai comer espumas e esferas.. E pouco tempo depois diz de boca cheia que o restaurante preferido de SP é o Maní, ou seja, ou a pessoa não sabe o que gosta, ou o restaurante é estupendamente bom. Fico com a segunda opção.
Criatividade, inovação e simplicidade são as palavras que encontrei para descrever a essência do Maní, eleito melhor restaurante contemporâneo da cidade. A casa que pertence á Fernanda Lima, Pedro Paulo Diniz e Giovana Baggio é comandados pelo casal de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo que conseguem dar não apenas um visual melhor daquilo que já é bom mas principalmente criar pratos novos que despertam sabores e texturas CURIOSISSÍMAS nos clientes, prova disso foi nas 2 vezes que tive a oportunidade de ir fiquei alguns minutos observando o resto das mesas e digo a vocês, foram mais de 2 onde vi clientes analisando os pratos, tirando fotos e tentando descobrir que ingredientes originaram os aromas. Fala sério, tem coisa mais gratificante para um chef do que isso? Clientes que ao invés de atacarem os pratos que nem uns mortos de fome analisam e tratam como se fossem uma delicada obra de arte.
A sofisticação dos pratos é dada pela simplicidade das formas e do ambiente da casa que tem uma área externa lembrando mais uma casa de praia do que um restaurante de culinária refinada. Em minha opinião esse é um dos pontos fortes da casa, comida de primeiríssima linha e o cliente se sentindo a vontade a todo tempo! Pelo jeito não é só eu que acho isso, o restaurante vive lotado, para se ter uma ideia, conversando com um dos garçons fui informada que filas de espera se formam quando as portas do restaurante ainda nem são abertas. Na segunda vez que fui liguei na 3ª feira para fazer reserva para sexta e para minha infeliz surpresa, a agenda já estava lotada. Portanto ou você espera ou faz que nem eu, chegue depois das 23h (mesmo esse horário esperamos uns 15 minutos).
Ainda pretendo voltar para ficar mais tempo, a cozinha fecha meia noite então tivemos que pedir tudo muito rápido e nas duas vezes fomos “expulsos” delicadamente, pois já eram 1h30 da manhã hahha.. O atendimento fica por conta dos garçons relativamente jovens especializados e treinados de forma descontraída, serviço muito eficiente e sempre visando as preferências e o bem estar dos clientes.
Bom, sem mais delongas segue as obras de arte do Maní !!
NÃO dispensem o couvert, estou mais do que convencida que ele mostra a cara do restaurante, e o do Maní é a prova viva dessa teoria, composto por uma cesta com lascas de polvilho (de outro mundo), alguns pães e pirulito de parmesão, tudo isso acompanhado de manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa e coalhada
Sempre tive curiosidade de provar o indescritível “Ovo Perfecto do Maní” e lá fui eu, um ovo poche cozido a 63º durante 2 horas e meia. Quanto perfeccionismo! Acompanha uma espuma de pupunha, agora entendo quando recebia um “indescritível” como resposta de como era o prato. Maravilhoso, só provando para saber! (R$ 26,00).
A segunda entrada ficou por conta do nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi. Sempre achei o prato brilhante antes mesmo de provar. Nhoque como entrada? Só podia ser sucesso e mostra mais uma vez uma mistura de ingredientes brasileiros (tucupi, um líquido extraído da mandioca) com estrangeiros (um caldo de peixe tipicamente japonês). O nhoque é feito sem farinha e extremamente delicado desmancha só de encostar o garfo.
A primeira vez que fui, o peixe do dia a baixa temperatura no tucupi foi a minha pedida. Com banana da terra e migalhas do Maní,(uma farofinha que da uma crocancia ao prato). Fiquei bem satisfeita com o que provei, os sabores se misturam de uma maneira inusitada. Já na segunda visita fui de Talharim de Pupunha, comentários? Para comer de joelhos! Outro prato principal pedido foi o Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43). Achei bem equilibrado e saboroso.
Finalmente a sobremesa. Pergunte para qualquer pessoa que tenha ido ao Maní sobre o “sorvete de ovo”. Prato que é praticamente lei pedir quando se come na casa. O ovo é uma sobremesa de sorvete de gemada, espuma de coco e pedacinhos crocantes também de coco. A apresentação causa estranheza, porque vem montado como se fosse um ovo, mas o sabor é de revirar os olhos. A espuma de coco parece nuvem derretendo na boca e o sorvete de gemada casa perfeitamente com a degustação. Quando você acha que está perfeito, que qualquer sabor a mais ou a menos estragaria, você se depara com os pedacinhos de coco queimado no fundo do prato que deixam a coisa ainda melhor!
Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$90,00 á R$150,00
Custo benefício: Válido
Couvert (R$13,00) Foto tirada de outro site
Entrada 1: Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi - Foto tirada de outro site
Entrada 2: Ovo Pefecto - Foto tirada de outro site
Peixe do dia a baixa temperatura no tucupi (R$ 60,00) - Foto tirada de outro site
Talharim de Pupunha (mais o menos R$ 43,00) - Foto tirada de outro site
Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43)- Foto tirada de outro site
Sorvete de "Ovo" - Foto tirada de outro site
Ufa, finalmente. Espero ter conseguido passar através do post pelo menos 1/3 da minha satisfação em ter conhecido o Maní. Vale MUITO a pena a experiencia, afinal temos que honrar um restaurante brasileiro eleito como um dos melhores do mundo!
Endereço:
Rua Joaquim Antunes, 210
Jardim Paulistano SP
Tel: 11 3085-4148
Existem claras indicações de que o Maní é um dos melhores restaurantes do mundo, então vocês já devem imaginar como fiquei ansiosa em conhecer. Já escutei muita gente dizendo que detesta cozinha moderna, odeia invenções gastronômicas e que jamais vai comer espumas e esferas.. E pouco tempo depois diz de boca cheia que o restaurante preferido de SP é o Maní, ou seja, ou a pessoa não sabe o que gosta, ou o restaurante é estupendamente bom. Fico com a segunda opção.
Criatividade, inovação e simplicidade são as palavras que encontrei para descrever a essência do Maní, eleito melhor restaurante contemporâneo da cidade. A casa que pertence á Fernanda Lima, Pedro Paulo Diniz e Giovana Baggio é comandados pelo casal de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo que conseguem dar não apenas um visual melhor daquilo que já é bom mas principalmente criar pratos novos que despertam sabores e texturas CURIOSISSÍMAS nos clientes, prova disso foi nas 2 vezes que tive a oportunidade de ir fiquei alguns minutos observando o resto das mesas e digo a vocês, foram mais de 2 onde vi clientes analisando os pratos, tirando fotos e tentando descobrir que ingredientes originaram os aromas. Fala sério, tem coisa mais gratificante para um chef do que isso? Clientes que ao invés de atacarem os pratos que nem uns mortos de fome analisam e tratam como se fossem uma delicada obra de arte.
A sofisticação dos pratos é dada pela simplicidade das formas e do ambiente da casa que tem uma área externa lembrando mais uma casa de praia do que um restaurante de culinária refinada. Em minha opinião esse é um dos pontos fortes da casa, comida de primeiríssima linha e o cliente se sentindo a vontade a todo tempo! Pelo jeito não é só eu que acho isso, o restaurante vive lotado, para se ter uma ideia, conversando com um dos garçons fui informada que filas de espera se formam quando as portas do restaurante ainda nem são abertas. Na segunda vez que fui liguei na 3ª feira para fazer reserva para sexta e para minha infeliz surpresa, a agenda já estava lotada. Portanto ou você espera ou faz que nem eu, chegue depois das 23h (mesmo esse horário esperamos uns 15 minutos).
Ainda pretendo voltar para ficar mais tempo, a cozinha fecha meia noite então tivemos que pedir tudo muito rápido e nas duas vezes fomos “expulsos” delicadamente, pois já eram 1h30 da manhã hahha.. O atendimento fica por conta dos garçons relativamente jovens especializados e treinados de forma descontraída, serviço muito eficiente e sempre visando as preferências e o bem estar dos clientes.
Bom, sem mais delongas segue as obras de arte do Maní !!
NÃO dispensem o couvert, estou mais do que convencida que ele mostra a cara do restaurante, e o do Maní é a prova viva dessa teoria, composto por uma cesta com lascas de polvilho (de outro mundo), alguns pães e pirulito de parmesão, tudo isso acompanhado de manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa e coalhada
Sempre tive curiosidade de provar o indescritível “Ovo Perfecto do Maní” e lá fui eu, um ovo poche cozido a 63º durante 2 horas e meia. Quanto perfeccionismo! Acompanha uma espuma de pupunha, agora entendo quando recebia um “indescritível” como resposta de como era o prato. Maravilhoso, só provando para saber! (R$ 26,00).
A segunda entrada ficou por conta do nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi. Sempre achei o prato brilhante antes mesmo de provar. Nhoque como entrada? Só podia ser sucesso e mostra mais uma vez uma mistura de ingredientes brasileiros (tucupi, um líquido extraído da mandioca) com estrangeiros (um caldo de peixe tipicamente japonês). O nhoque é feito sem farinha e extremamente delicado desmancha só de encostar o garfo.
A primeira vez que fui, o peixe do dia a baixa temperatura no tucupi foi a minha pedida. Com banana da terra e migalhas do Maní,(uma farofinha que da uma crocancia ao prato). Fiquei bem satisfeita com o que provei, os sabores se misturam de uma maneira inusitada. Já na segunda visita fui de Talharim de Pupunha, comentários? Para comer de joelhos! Outro prato principal pedido foi o Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43). Achei bem equilibrado e saboroso.
Finalmente a sobremesa. Pergunte para qualquer pessoa que tenha ido ao Maní sobre o “sorvete de ovo”. Prato que é praticamente lei pedir quando se come na casa. O ovo é uma sobremesa de sorvete de gemada, espuma de coco e pedacinhos crocantes também de coco. A apresentação causa estranheza, porque vem montado como se fosse um ovo, mas o sabor é de revirar os olhos. A espuma de coco parece nuvem derretendo na boca e o sorvete de gemada casa perfeitamente com a degustação. Quando você acha que está perfeito, que qualquer sabor a mais ou a menos estragaria, você se depara com os pedacinhos de coco queimado no fundo do prato que deixam a coisa ainda melhor!
Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$90,00 á R$150,00
Custo benefício: Válido
Couvert (R$13,00) Foto tirada de outro site
Entrada 1: Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi - Foto tirada de outro site
Entrada 2: Ovo Pefecto - Foto tirada de outro site
Peixe do dia a baixa temperatura no tucupi (R$ 60,00) - Foto tirada de outro site
Talharim de Pupunha (mais o menos R$ 43,00) - Foto tirada de outro site
Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43)- Foto tirada de outro site
Sorvete de "Ovo" - Foto tirada de outro site
Ufa, finalmente. Espero ter conseguido passar através do post pelo menos 1/3 da minha satisfação em ter conhecido o Maní. Vale MUITO a pena a experiencia, afinal temos que honrar um restaurante brasileiro eleito como um dos melhores do mundo!
Endereço:
Rua Joaquim Antunes, 210
Jardim Paulistano SP
Tel: 11 3085-4148
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