sexta-feira, 26 de outubro de 2012

MR. LAM

Recebo tantas sugestões de restaurantes para ir que meus notes já estão atolados. Precisaria de no mínimo 1 ano para conseguir ir em todos que me indicam além daqueles que tenho vontade de conhecer por conta própria , por isso resolvi adotar o que chamo de “colaboradores gastronômicos “ para o blog. De tanto em tanto tempo irei convidar algum amigo para contar sobre uma experiência gastronômica marcante! Além da rotatividade dos post ser muito maior, meus queridos amigos (também considerados como críticos gastronômicos) poderão contribuir para o espaço e na próxima vez que eu ouvir “você TEM quer ir nesse lugar” além de anotar na listinha dos próximos a conhecer já vou encaminha-lo para ser o próximo a escrever!
Muito bem, a estreia desse novo espaço não podia ser melhor. Uma amiga muito querida que FEZ gastronomia, ou seja, a garota sabe o que fala, entende do assunto, então podem confiar que a dica é das boas!

Nome: Silvia Garcia
Idade: 24 anos
Curso: Formada em Gastronomia no SENAC, cursando Publicidade
A melhor experiência gastronômica é aquela que: “Consegue unir boa comida, bom ambiente e serviço e é claro a boa companhia!”.



Restaurante famoso e quase obrigatório pra quem quer uma experiência inusitada em sua visita ao Rio de Janeiro. Fui la a algum tempo, mas quando a Marina me pediu para contribuir com um post pro blog, não podia deixar de falar desse restaurante que supera as expectativas quando o assunto é uma viagem de sabores, texturas e apresentações inusitadas.
O restaurante Mr. Lam veio para o Brasil por intermédio do empresário Eike Batista, que apos instigar o chef Mr Lam, pela quantidade enorme de “chicken satay” que pediu os dois passaram a conversar sobre a possibilidade de abrir o estabelecimento no Rio de Janeiro, o que só aconteceu após a visita de Lam e “aprovação” da cidade. Essa é mais ou menos a história do restaurante no Brasil, mas agora vamos ao que interessa: a comida.

Chegando ao restaurante o lugar já chama atenção pela sua decoração moderna e com toque oriental e com uma inusitada mesa com um motor de barco no centro – uma das paixões de Eike Batista -, sentamos a mesa e logo já fomos pedindo indicação ao garçom sobre o que pedir para beber e comer, sempre muito prestativos nos deu todas as dicas e direcionamento para que saíssemos de lá super satisfeitos. Para beber o restaurante tem drinks incríveis, não deixem de pedir o “Tasting Lucy”, eu pedi o de maracujá e morango, que são duas esferas moleculares cada uma de um sabor, com um shot dentro, é quase impossível de explicar a sensação ao se tomar/comer (não sei bem como definir) esse drink, ele explode na boca!!

Para comer de entrada pedimos o famoso Chicken Satay, espetinhos de frango coberto por um molho secreto do chef, mas o meu preferido foi o Sqwab, um frango cortado bem fininho, quase desfiado, com um tempero delicioso em que você monta seu enroladinho com folhas de alface. Além dos tradicionais Spring Rolls (rolinhos primavera) de camarão e vegetais. Como prato principal pedimos o Crispy Duck, meio pato crocante servido com cebolinhas verdes e pepinos finamente fatiados, panquequinhas e molho, para que você mesmo monte e se delicie com as próprias mãos. Tudo é muito gostoso, com temperos na medida certa, apresentação impecável.
Resolvemos partir para as sobremesas e por indicação do garçom pedimos a mais famosa, o Uhn Ehggi, uma esfera de maracujá por cima de uma cama de cocada mole, o que mais parece um ovo frito, na verdade é o equilíbrio perfeito do azedo do maracujá com o doce da cocada. Simplesmente incrível! Pedimos também uma degustação de sorvete com 3 caldas diferentes, todos eram uma delicia (açaí, coco, vanila, doce de leite, framboesa, yogurt com frutas vermelhas e pistache).

Drink Tasting Lucy

Chicken Satay

Sqwab

Crispy Duck

Uhn Ehggi

Degustação de Sorvetes



Assim que voltar para o Rio, o Mr Lam se torna parada obrigatória, pela experiência, pelo ambiente, pelo programa! O preço não tão atrativo é 100% justificado por todo seu conjunto de comida, serviço e ambiente.
Esperam que tenham gostado da minha contribuição pro blog!
Beijos Silvia

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MANI

Posso afirmar que o Maní com certeza foi o restaurante mais difícil que conheci, parecia que todas as vezes que eu pensava em ir, algo acontecia! Como mencionei nos outros posts é difícil jantar em dia de semana, pois tenho aula até tarde e para não falar todos, grande parte dos restaurantes de São Paulo não fazem reserva depois das 21h.

Existem claras indicações de que o Maní é um dos melhores restaurantes do mundo, então vocês já devem imaginar como fiquei ansiosa em conhecer. Já escutei muita gente dizendo que detesta cozinha moderna, odeia invenções gastronômicas e que jamais vai comer espumas e esferas.. E pouco tempo depois diz de boca cheia que o restaurante preferido de SP é o Maní, ou seja, ou a pessoa não sabe o que gosta, ou o restaurante é estupendamente bom. Fico com a segunda opção.

Criatividade, inovação e simplicidade são as palavras que encontrei para descrever a essência do Maní, eleito melhor restaurante contemporâneo da cidade. A casa que pertence á Fernanda Lima, Pedro Paulo Diniz e Giovana Baggio é comandados pelo casal de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo que conseguem dar não apenas um visual melhor daquilo que já é bom mas principalmente criar pratos novos que despertam sabores e texturas CURIOSISSÍMAS nos clientes, prova disso foi nas 2 vezes que tive a oportunidade de ir fiquei alguns minutos observando o resto das mesas e digo a vocês, foram mais de 2 onde vi clientes analisando os pratos, tirando fotos e tentando descobrir que ingredientes originaram os aromas. Fala sério, tem coisa mais gratificante para um chef do que isso? Clientes que ao invés de atacarem os pratos que nem uns mortos de fome analisam e tratam como se fossem uma delicada obra de arte.

A sofisticação dos pratos é dada pela simplicidade das formas e do ambiente da casa que tem uma área externa lembrando mais uma casa de praia do que um restaurante de culinária refinada. Em minha opinião esse é um dos pontos fortes da casa, comida de primeiríssima linha e o cliente se sentindo a vontade a todo tempo! Pelo jeito não é só eu que acho isso, o restaurante vive lotado, para se ter uma ideia, conversando com um dos garçons fui informada que filas de espera se formam quando as portas do restaurante ainda nem são abertas. Na segunda vez que fui liguei na 3ª feira para fazer reserva para sexta e para minha infeliz surpresa, a agenda já estava lotada. Portanto ou você espera ou faz que nem eu, chegue depois das 23h (mesmo esse horário esperamos uns 15 minutos).

Ainda pretendo voltar para ficar mais tempo, a cozinha fecha meia noite então tivemos que pedir tudo muito rápido e nas duas vezes fomos “expulsos” delicadamente, pois já eram 1h30 da manhã hahha.. O atendimento fica por conta dos garçons relativamente jovens especializados e treinados de forma descontraída, serviço muito eficiente e sempre visando as preferências e o bem estar dos clientes.

Bom, sem mais delongas segue as obras de arte do Maní !!

NÃO dispensem o couvert, estou mais do que convencida que ele mostra a cara do restaurante, e o do Maní é a prova viva dessa teoria, composto por uma cesta com lascas de polvilho (de outro mundo), alguns pães e pirulito de parmesão, tudo isso acompanhado de manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa e coalhada

Sempre tive curiosidade de provar o indescritível “Ovo Perfecto do Maní” e lá fui eu, um ovo poche cozido a 63º durante 2 horas e meia. Quanto perfeccionismo! Acompanha uma espuma de pupunha, agora entendo quando recebia um “indescritível” como resposta de como era o prato. Maravilhoso, só provando para saber! (R$ 26,00).

A segunda entrada ficou por conta do nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi. Sempre achei o prato brilhante antes mesmo de provar. Nhoque como entrada? Só podia ser sucesso e mostra mais uma vez uma mistura de ingredientes brasileiros (tucupi, um líquido extraído da mandioca) com estrangeiros (um caldo de peixe tipicamente japonês). O nhoque é feito sem farinha e extremamente delicado desmancha só de encostar o garfo.

A primeira vez que fui, o peixe do dia a baixa temperatura no tucupi foi a minha pedida. Com banana da terra e migalhas do Maní,(uma farofinha que da uma crocancia ao prato). Fiquei bem satisfeita com o que provei, os sabores se misturam de uma maneira inusitada. Já na segunda visita fui de Talharim de Pupunha, comentários? Para comer de joelhos! Outro prato principal pedido foi o Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43). Achei bem equilibrado e saboroso.

Finalmente a sobremesa. Pergunte para qualquer pessoa que tenha ido ao Maní sobre o “sorvete de ovo”. Prato que é praticamente lei pedir quando se come na casa. O ovo é uma sobremesa de sorvete de gemada, espuma de coco e pedacinhos crocantes também de coco. A apresentação causa estranheza, porque vem montado como se fosse um ovo, mas o sabor é de revirar os olhos. A espuma de coco parece nuvem derretendo na boca e o sorvete de gemada casa perfeitamente com a degustação. Quando você acha que está perfeito, que qualquer sabor a mais ou a menos estragaria, você se depara com os pedacinhos de coco queimado no fundo do prato que deixam a coisa ainda melhor!

Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$90,00 á R$150,00
Custo benefício: Válido

Couvert (R$13,00) Foto tirada de outro site

Entrada 1: Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi - Foto tirada de outro site

Entrada 2: Ovo Pefecto - Foto tirada de outro site

Peixe do dia a baixa temperatura no tucupi (R$ 60,00) - Foto tirada de outro site

Talharim de Pupunha (mais o menos R$ 43,00) - Foto tirada de outro site

Capelinni com mix de cogumelos ao perfume de limão siciliano e azeite de trufas (R$43)- Foto tirada de outro site

Sorvete de "Ovo" - Foto tirada de outro site

Ufa, finalmente. Espero ter conseguido passar através do post pelo menos 1/3 da minha satisfação em ter conhecido o Maní. Vale MUITO a pena a experiencia, afinal temos que honrar um restaurante brasileiro eleito como um dos melhores do mundo!



Endereço:

Rua Joaquim Antunes, 210
Jardim Paulistano SP

Tel: 11 3085-4148



terça-feira, 25 de setembro de 2012

BRASSERIE DES ARTS

Vou confessar uma coisa, tenho uma enorme dificuldade de encontrar lugares em São Paulo que tenham um clima Bar/Restaurante/ Balada tudo junto e misturado que me agradem logo de cara. Ou a comida é péssima, mas a musica compensa, ou o atendimento é ótimo, mas o ambiente horrível! Semana passada ouvi rumores que havia aberto um lugar novo em SP, com comida boa, gente bonita e musica alta, logicamente que meu instinto curioso não sossegou enquanto não fui conhecer esse tão famoso lugar que com apenas alguns dias de vida já estava sendo tão comentado. Luigi Cardoso Alves e Ricardo Mansur, (que já são sócios do Brown Sugar), mais Rubens Zogbi e Ricardo Azevedo, acabaram de inaugurar a filial da casa Brasserie des Arts, que já existe em Saint-Tropez, na Riviera Francesa. O novo point paulistano está instalado no jardins, perto do Brown Sugar.

Decidi visitar a casa Sábado, chegamos por volta das 21h30. Recebidas gentilmente pela hostess que nos deu alguns minutos de espera, fomos direcionadas para o bar onde ficamos cerca de meia hora esperando, mas com toda sinceridade isso não incomodou nem um pouco. Os garçons foram sempre muito simpáticos, perguntando a todo tempo se queríamos beber ou pedir algo enquanto não sentávamos.

Normalmente o serviço de casas recém-abertas é meio atrapalhado nos primeiros meses, já o Brasserie foge desse padrão. Toda a equipe aparentava ter sido muito bem treinada para deixar os clientes bem à vontade. Garçons jovens, música sendo aumentada aos poucos tornando o ambiente mais badalado a cada instante, depois de um tempo fomos direcionadas para área externa do restaurante onde pedimos o couvert, composto de torradinhas com patezinho de queijo. Em dias de menos frio, sentar lá fora com um grupo de amigas e pedir um Clericot (um dos varios drinks que a casa oferece) com certeza deve ser um dos maiores prazeres que se pode ter, mas com o frio e vento que fazia, imploramos para que o metre Fred (francês simpaticíssimo que está há 3 meses em São Paulo) conseguisse uma mesinha dentro.

Pedido atendido e já aquecidas, resolvemos iniciar o jantar. Até o momento tudo estava perfeito: atendimento, receptividade por parte do metre e equipe, ambiente e frequentadores. E assim continuou até o fim! Pedimos uma entrada para dividir: Tartar de Atum com Pupunha e como prato principal Peixe branco com Palmito Pupunha. O Atum estava divino, com uma apresentação delicada, picado em cubinhos assim como o palmito, o peixe branco então, sem comentários, uma cama de palmito pupunha em tiras sustentava o peixe que continha um molho que se não me engano era de alcaparra finalizado com pedacinhos de tomate cereja. A sobremesa ficou por conta da Panacotta de Chocolate Branco com calda de frutas vermelhas. De tanto em tanto o simpático metre frances ia a nossa mesa perguntar se estava tudo bem, nessa hora a casa já estava lotada e a música bem alta.

Estávamos em 2 pessoas e pagamos R$ 86,90 sem alcool. É um restaurante um pouco mais caro do que a média que encontramos por aí, mas o ambiente e a experiência justificam o valor

Estacionamento no local: Sim (R$ 20,00)
Ambiente: ótimo
Comida: ótima
Preço: $$$$
Média por pessoa: R$80,00 á R$150,00
Custo benefício: Médio


Entrada (Tartar de Atum com Pupunha)/ Peixe Branco com Pupunha / Panacota de Choc Branco / Couvert


Saímos arrependidas por ter ido tão cedo pois o ambiente estava cada vez mais gostoso! Para finalizar a visita, um café e junto com ele um comentário para o garçom, feito não por mim, mas pela minha acompanhante: “não vem biscoitinho?????” hahah.. Caímos na risada, super simpático ele soube contornar a situação muito bem, dizendo que a casa está em fase de acabamento e que em breve seria providenciado o “biscoitinho” do café.

Outro ponto que também fomos informadas que será melhorado é o estacionamento, nosso carro demorou mais o menos meia hora para chegar, segundo o manobrista, devido a saída do teatro que fica lá perto! Enfim, nada que irritasse os clientes que mesmo esperando o carro ficaram na porta papeando com os que ainda estavam comendo. Brasserie des Arts vale a visita, lugar ótimo para ir com grupo de amigos!

Endereço

Rua Padre João manuel, 1231